A Biblioteca

 

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A Biblioteca Parque Estadual (BPE) é resultado de um extenso trabalho de ampliação e modernização que consumiu quatro anos e muito trabalho em obras civis, acervos, equipamentos e instalações. Ela conta com mais de 20 espaços diferentes em uma área de 1,6 mil metros², cuja renovação foi projetada por Glauco Campello, arquiteto que desenhou nos anos 1980 o prédio que a biblioteca ocupou até agora. O projeto de ambientação arquitetônica e mobiliário é de Bel Lobo. O projeto de paisagismo é do Escritório Burle Marx, e sinalização é da Tecnopop. O monumento “Espelho antes do nome”, do artista plástico Waltercio Caldas, criado especialmente para o local, dialoga com o espelho d’água no pátio da biblioteca. O auditório do prédio principal recebeu o nome do antropólogo Darcy Ribeiro, cuja forte ligação com esta biblioteca já dura três décadas. No foyer do teatro Alcione Araújo – mais uma homenagem a outro grande intelectual – há um painel do coletivo Muda.

Nossos esqueletos

Além de seu enorme acervo, que mais parece um tesouro, no centro do Rio de Janeiro, a BPE guarda outros segredos que vão além do século XIX. Durante o processo das últimas obras de modernização, foi encontrado um sítio arqueológico no local, no terreno que pertencia à Igreja de São Gonçalo e Garcia e São Jorge, vizinha à biblioteca.

As descobertas arqueológicas trazidas pelas obras recentes da Biblioteca Parque Estadual revelam parte da história das irmandades e da cidade: os trabalhos de campo coordenados pela arqueóloga Guadalupe Campos (e sua equipe interdisciplinar de pesquisadores, composta por arqueólogos, bioarqueólogas, museólogas, historiadores, zooarqueólogo e engenheiros químicos) revelaram que as ossadas pertenciam a um antigo cemitério. Até o século XIX, os sepultamentos eram realizados nas igrejas.

Para garantir que o sítio fosse protegido, o projeto arquitetônico da reforma foi reformulado.

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Rede de Bibliotecas Parque

As Bibliotecas Parque do Estado do Rio de Janeiro trazem o conceito de espaço vivo e aberto à comunidade com promoção de acesso à cultura e ao conhecimento democrático e ilimitado. Elas têm um papel fundamental na formação do cidadão, através do desenvolvimento e da transformação social. Como assim?

A Biblioteca Parque representa uma mudança de visão de mundo: queremos que o livro deixe de ser para poucos e passe a ser possível para todos.

A ação da Secretaria de Cultura ao criar as Bibliotecas Parque aponta para um novo conceito, contemporâneo, de formação de leitores. Elas são espaços de leitura e de pesquisa, mas também de encontro e produção de cultura, o que diferencia as BPs de bibliotecas tradicionais. Como o próprio nome diz, elas são como um parque de muita diversão: pode-se ter acesso a teatro, cinema, aulas de dança (em alguns casos) ou cozinha escola, a exemplo da biblioteca da Rocinha, nunca esquecendo o livro como ponto de partida de toda essa efervescência.  Assim, o acervo disponível passa a fazer mais sentido para o frequentador que se relaciona com a biblioteca através de atividades diversas, tornando-se co-autor da própria experiência estética em contato com as diferentes artes.

Depoimentos